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05/12/2017 - Jornal da Cidade de Bauru

Todo cuidado é pouco: temporada do ‘golpe da casa de veraneio’ é aberta

Alugar imóveis é econômico e garante maior liberdade nas férias, mas é preciso se precaver de golpistas que atuam, principalmente, pela Internet
Por: Tisa Moraes

Gastos menores e maior liberdade e privacidade são algumas vantagens que levam muitas famílias e grupos de amigos a alugar imóveis por temporada, seja na praia ou mesmo na região. Com a chegada do fim de 2017 e a proximidade de um novo ano, as ofertas surgem de todos os lugares e é preciso estar atento para não transformar em dor de cabeça um período que era para ser somente de tranquilidade e lazer.

A principal dica é ter cautela e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado, especialmente se a locação for negociada direto com o proprietário. Isso porque, semanalmente, a Polícia Civil de Bauru registra casos de pessoas que caíram em golpes do gênero.

"É uma febre, principalmente pela Internet. E, como estes estelionatários quase sempre estão fora de Bauru, a investigação não ocorre aqui. E, mesmo com a identificação do sujeito por meio do número do telefone ou da conta bancária, a possibilidade de a vítima conseguir reaver o dinheiro perdido é ínfima", observa o delegado Richard Serrano, coordenador do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Bauru.

Um destes casos foi registrado no final do mês passado, conforme o JC noticiou, Uma família do Jardim Silvestre, região do Núcleo Mary Dota, perdeu R$ 750,00 ao reservar uma casa para o Réveillon em Ubatuba, no litoral paulista. Depois de fazer o depósito como adiantamento, as vítimas não conseguiram mais estabelecer contato com o estelionatário.

Os golpes praticados pela Internet fazem vítimas, na maioria das vezes, jovens. Corretora de uma imobiliária especializada em casas de veraneio, Maria Elizabeth Cardoso tem um exemplo na própria família.

TRANSTORNO

Ao tentar reservar um apartamento para o Réveillon no Rio de Janeiro, a filha acabou perdendo R$ 700,00. "A pessoa com quem ela conversou chegou a dar o telefone do condomínio para checar na portaria se a proprietária, de fato, fazia locações. A mulher realmente fazia, mas minha filha estava negociando com outra pessoa que não tinha nada a ver com o prédio. Era um estelionatário", lamenta.

Na imobiliária onde Maria Elizabeth trabalha, localizada na Vila Universitária, os cerca de 100 imóveis ofertados para temporada estão registrados em fotografias. O contrato, detalhado, conta com informações como data e horário de entrada e saída, valor a ser pago e descrição dos cômodos, móveis, utensílios e eletroeletrônicos existentes.

"Isso dá uma segurança maior para quem está contratando e para o proprietário", salienta ela, relatando, como exemplo a não ser seguido, um outro episódio registrado no final de 2016. "Tivemos de socorrer, às pressas, um grupo de 15 pessoas que alugou um imóvel no Guarujá sem a intermediação de uma imobiliária e, chegando lá, a casa simplesmente não existia. Conseguimos um local, no mesmo dia, para eles não terem de voltar para casa", detalha.

Para alugar com segurança, é preciso cautela

Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto avalia que, para evitar surpresas desagradáveis ao alugar uma casa de veraneio, a recomendação é fazer as negociações com a intermediação de uma imobiliária ou corretor de confiança. O próprio Creci-SP, inclusive, disponibiliza uma lista de empresas cadastradas no endereço http://crecisp.gov.br/cidadao/buscarporimobiliaria, cuja busca pode ser feita por cidades de interesse.

“Mas, na impossibilidade de conhecer o imóvel pessoalmente antes de assinar o contrato, é importante se certificar, por meio de fotos ou buscas no Google (Street View), quais são as condições do local, a distância da praia, o comércio existente no bairro. É uma forma de aumentar a garantia de que você irá encontrar, no dia em que chegar à praia, aquilo que estava procurando”, orienta.

Outra forma de obter maior segurança, segundo o delegado regional do Creci-SP em Bauru, Carlos Eduardo Candia, é buscar indicações com amigos e parentes que já tenham locado imóveis para temporada. E, como os proprietários costumam cobrar percentuais para confirmar a reserva a exigir o pagamento do valor integral antes da entrada no imóvel, é preciso redobrar a atenção com as ofertas anunciadas na Internet.

“Confiar em sites desconhecidos e redes sociais, sem as garantias de um intermediador de confiança, pode ser uma cilada. Hoje, os estelionatários tem muitos recursos para enganar as pessoas. Então, vale pagar um pouquinho a mais para ter a segurança de que a sua viagem vai ser bem-sucedida”, completa.



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