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26/12/2017 - A Tribuna

Costuma comprar pela internet? Tenha cuidado ao inserir dados pessoais em sites

Computador protegido e uso de páginas seguras são fundamentais
Por: Maurício Martis

A jornalista Bruna Rossifini, de Santos, compra muito pela internet. Tem cadastro em diversos sites e, para agilizar as compras, costumava deixar o número do cartão de crédito gravado em todos eles. Até o dia em que alguém invadiu sua conta num portal de vendas de artigos esportivos e passou a fazer compras com seus dados. O golpista só não teve sucesso porque o cartão que ela tinha registrado naquele site havia vencido recentemente.

Vi um (par de) tênis que estava com desconto para pagamento no boleto e resolvi comprar. Na hora em que finalizou a compra e apareceu a mensagem que o pedido foi enviado para meu e-mail, vi que o e-mail informado não era o meu. A pessoa invadiu, mudou e já tinha efetuado duas compras pelo cartão. Sorte que foram canceladas”, explica ela, que, após o episódio, desabilitou o cartão em todos os sites de compras – conforme aconselhou a própria central de atendimento daquela página na internet.

Pesquisador, palestrante e consultor especialista em combater fraudes, Lorenzo Parodi afirma que os sites das empresas de grande porte são razoavelmente seguros. O que normalmente não tem proteção é o computador dos usuários.

"Existem trojans e vírus que se instalam nesses computadores (dos usuários) e roubam as senhas de tudo, inclusive dos sites onde o usuário cadastrou seu cartão. Aí, invadem a conta e fazem operações ilícitas. O problema, neste caso, não é a segurança do site da loja, mas do computador do usuário”, ressalta ele, que é autor do livro Manual das Fraudes e faz publicações no site: www.fraudes.org (http://www.fraudes.org/).

Parodi aconselha as pessoas a não cadastrarem números de cartões em sites e sempre tomar cuidado com as senhas escolhidas. Porém, a primeira medida de segurança é instalar bons programas de segurança (antivírus, antimalware e firewall) nos próprios computador e celular, mantendo-os atualizados e ativos.

“Nos sites, (deve-se) dar preferência ao pagamento de compras por boleto bancário. Recomendo, ainda, utilizar sistemas de intermediação dos pagamentos, como o PagSeguro, Moip ou MercadoPago, que garantem ambas as partes na transação e limitam as possibilidades de fraudes”, diz.

Responsabilidades

O coordenador do Procon de Santos, Rafael Quaresma, explica que a compra a distância, via site, é uma ferramenta que interessa ao consumidor, mas beneficia muito mais o fornecedor, porque potencializa vendas, maximiza lucros e permite muito mais alcance.

“No Código de Defesa do Consumidor, a teoria do risco do negócio faz com que o ônus (de uma fraude) seja absorvido pelo fornecedor. Mas não podemos esquecer que o mesmo código tem excludentes de responsabilidades, e uma delas é a culpa exclusiva do consumidor. O consumidor precisa ficar atento para adotar regras mínimas de segurança”, adverte.

Quaresma lembra que a pessoa deve sempre verificar se o endereço digitado é o correspondente ao site, se a página para qual ela foi direcionada é verdadeira, se está num ambiente seguro (com cadeado no rodapé da página) e se as informações solicitadas são condizentes com a negociação feita.



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