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02/04/2019 - GP1

Empresário é preso pelo Greco acusado de falsificar RGs em Teresina

O coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), delegado Tales Gomes, explicou que a documentação era vendida por R$ 500,00.
Por: Laura Moura e Brunno Suênio

Policiais civis prenderam, na manhã desta terça-feira (02), um comerciante identificado como Francisco da Silva Alves, acusado de falsificar carteiras de identidade e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Ele foi capturado no próprio estabelecimento comercial, a empresa Pura Água, que fica localizada no bairro Vermelha, zona sul de Teresina.

O indivíduo realizava as negociações em um escritório que ficava por trás da loja. No local, foram apreendidas 143 cédulas limpas prontas para a confecção dos RGs e para emissão de Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). O coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), delegado Tales Gomes, explicou que a documentação era vendida por R$ 500,00.

“Na hora que ele abriu o escritório, que funciona no fundo de um comércio de vender água mineral, nós o abordamos e encontramos mais de 140 documentações em branco. Ele declinou que vendia por R$ 500 cada documento desse. Encontramos também cartões de crédito, certidão de nascimento e certidão de óbito. Ele tinha um kit pronto somente no ponto de o cliente ir pegar”, afirmou.

O delegado Tales Gomes ainda destacou como os investigadores chegaram até o criminoso. “Nós fizemos
algumas diligências e localizamos carros apreendidos com documentos falsos e chegamos até no Francisco Silva que já é conhecido nessa prática. Nós identificamos o local onde ele atendia esses ‘clientes’ e representamos pela busca e apreensão de materializar essas informações”, completou.

No momento da ação policial, um outro homem identificado José Aldenir de Siqueira Melo foi preso por porte ilegal de arma de fogo. O GRECO ainda irá constatar se ele apresenta relação com o esquema fraudulento.

Além dos documentos, foram apreendidos um Chevrolet Cruze, proveniente do dinheiro recebido pelas
falsificações, cartões de crédito confeccionados a partir das fraudes e uma quantia de aproximadamente R$ 6 mil.



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